domingo, abril 22, 2012


Metades.


“Não me alimento de quases...” Bem disse Marilyn Monroe.
Apesar de, na prática, ser o total avesso, penso que é dessa forma que todas as mulheres desejavam ser: inteiras. Sem a necessidade da presença de alguém, ao ponto de esquecer-se de si e se submeter ser a “outra” ou a “segunda opção” e até o “passatempo”.
Digo inteira porque, hoje em dia, todas são metades (entenda a maneira que me expresso e perdoe-me a generalização, tento não me encaixar nisso também).
A mulher “moderna”, que deveria ser independente, forte, madura, firme no agir e pensar e sensata na prática, tornou-se apenas a metade de alguém.
Essa metade depende de outra para ser feliz, porque não consegue enxergar que não há felicidade maior do que viver bem com ela mesma.
Essa metade depende de outra para crescer, porque sozinha não encontra, desde forças a motivos, para superar seus limites.
Essa metade depende de outra para viver, porque se ilude em frases amorosas, quando, impensavelmente, ligam a “vida” a um relacionamento.
Quer saber? Você tem mesmo que viver! E isso independe de ser ao lado de alguém.
Essa metade que se chama mulher. Que precisam, o mais rápido possível, e para o bem geral da mulherada, entender que você é inteira e precisa apenas de você.
Ser metade é o que te faz aceitar o “quase”. Ser metade te faz amar pela metade. Ser metade te faz querer e dar o “mais ou menos”.
E se houver algo pior do que o “mais ou menos”, o meio termo, o achar, e a incerteza, diga-me porque não conheço.
Algum homem já lhe disse que te amava, mas gostava de outra? E você se sentiu um lixo, mas aceitou porque o amava, certo? Típico. Você é metade. Tem a certeza de que ele te completa, como duas fatias de laranja... Que laranja estúpida você é!
Aceitar ser o meio amor de alguém é a prova de que você não merece ser a escolha dele.
Quer saber mais? Amar você e gostar de outra é a forma mais simpática de dizer: “Sou imaturo, não mereço você!” Sabe o que deveria ser dito? “Fique com quem você gosta, porque quem você ama não aceita a sua metade.”
Quem é inteira sabe bem disso.
Marilyn Monroe era inteira. Apesar de procurar na fama, no glamour e em todo o luxo, aquilo que faltava dentro de si, jamais ela dependeu de estar com alguém, para estar. Jamais dependeu de fazer com alguém, para fazer.
Toda mulher tem algo em comum com Marilyn Monroe. 
Eu tenho a ânsia de coisas completas. E acho excitante o diferente. O tudo ou nada me atrai. E eu não me esqueço de ser inteiramente minha, antes de tudo.

2 Comentários

2 comentários:

Tuka Sampaio disse...

Amei e concordo plenamente!
Smack Plash,
Tuka Sampaio
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Ana Carolina disse...

Nossa que lindo o texto, disse tudo!

Beijoos!
http://simplesglamour.blogspot.com/

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